Os Vingadores: Era de Ultron [Crítica]

Os Vingadores estão de volta! E melhores do que nunca. Nesta sequela, Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Incrível Hulk, Viúva Negra e Hawkeye são colocados à prova, enquanto tentam salvar o planeta da destruição massiva de Ultron.

Considerado um dos filmes mais aguardados do ano, Os Vingadores: Era De Ultron era esperado com grande excitação por todos os fãs (e não só). Mas será que as expectativas para este filme foram cumpridas?

Os Vingadores: Era De Ultron provou estar num nível superior em relação ao seu antecessor. O filme capta todos os pontos positivos do primeiro e adiciona ainda elementos excepcionais que permitem a construção de um filme extraordinário.

Muitos tinham receio que o tom alegre tão característico deste mundo fosse eliminado, uma vez que todos os materiais divulgados apontavam para a existência de um filme com um tom muito mais negro. No entanto, não é isso que se verifica. O filme, de facto, tem um tom mais negro que o primeiro, mas os elementos de comédia de todas as personagens mantêm-se. Várias piadas são introduzidas de forma natural e eficaz em grandes cenas de ação, assim como em momentos mais dramáticos.

Outro receio partilhado pelos fãs, estava na grande quantidade de personagens com um carácter principal na história. Havia o medo de não existir tempo suficiente para desenvolver a história de cada uma da melhor forma. Porém, Whedon mostrou que consegue pegar em várias personagens e construir uma história interessante, eficaz e com um grande carácter de entretenimento. Em nenhum momento o filme parece estar sub-povoado. Tudo flui naturalmente e por uma razão lógica.

Em relação a Homem de Ferro, Capitão América e Thor, não existe um grande desenvolvimento das personagens pois já possuem filmes próprios onde é possível realizar grande parte desta evolução. Por isso, não fazia fazia sentido centrar-se demasiado nestas personagens. Assim, Whedon aproveitou o tempo disponivel para se concentrar nas personagens mais esquecidas. Hawkeye foi um dos escolhidos. Whedon pegou na repulsa que muitos sentiam por esta personagem e transformou-a em interesse. Conseguiu desenvolver a personagem de uma forma excelente, de acordo com a história, e sem forçar qualquer elemento. Mas se a história de Hawkeye não pareceu forçada, o mesmo não se pode dizer da relação amorosa que tentou construir entre a Viuva Negra e Hulk. A relação nunca consegue ter o impacto desejado.

Mas, nem só de “antigos” Vingadores é feito este filme. A equipa viu a adição de 3 novos membros – Scarlet Witch, Quicksilver e Vision – que trouxeram consiga uma lufada de ar fresco para esta equipa. Scarlet Witch aparece como uma personagem bastante forte, com características únicas que contribuem em muito para a diversidade desta equipa. Quicksilver não consegue ser tão interessante, mas mesmo assim teve uma participação positiva. O grande destaque vai, sem dúvida, para Vision que consegue ser a melhor adição à equipa, tanto em termos visuais como estruturais.

É com A Era de Ultron que recebemos o primeiro grande vilão do MCU, que há muito era pedido pelos fãs. Ultron é o vilão que todos desejavam. Uma grande particularidade em Ultron é que este não faz o que faz por pura maldade, nem por uma motivação do passado. A personagem fá-lo pois considera que as suas ações darão um futuro melhor à humanidade. A aliar a este factor, está uma personalidade única (bastante idêntica a Tony Stark) e uma humanidade que diferencia este robô vilão. No entanto, nada disto seria possível sem a grande interpretação de James Spader, que dá voz à personagem de forma excepcional. Não esquecer também o grande trabalho da equipa de CGI que anima e constrói Ultron da melhor forma possível.

Quanto às interpretações dos restantes atores, nada há a destacar. Todos os envolvidos captam muito bem a essência das suas personagens e entregam interpretações de alto nível. Dos atores residentes tal já era esperado. A grande expectativa encontrava-se nos novos elementos. Mas, Elizabeth Olsen, Aaron Taylor-Johnson, Paul Bettany e Andy Serkis não desiludem.

Joss Whedon está, novamente, de parabéns pela seu realização. Provou que a sua habilidade na escrita de histórias fluidas, se estende à construção visual no grande ecrã. Danny Elfman contribui com uma banda sonora que assenta de forma perfeita em todo o ambiente do filme. De destacar a transição sonora que o mesmo realiza à medida que os Vingadores se deslocam de local para local. Por exemplo, quando visitam Wakanda, ouvem-se os típicos tambores africanos e, quando o cenário é o Japão, sons de música tradicional da região entram em cena.

Para ajudar a construir todo este mundo da BD de forma ideal, o CGI torna-se indispensável. E, sem grandes surpresas, nenhum elemento desilude nem ao nível da realidade, nem da espectacularidade.

Por fim, resta dizer que Vingadores: A Era de Ultron consegue elevar a fasquia em relação ao seu antecessor, entregando um produto de entretenimento de qualidade exorbitante. O prometido foi cumprido e nenhum fã abandonará a sala de cinema com um sentimento de desilusão. Agora, que venha a Infinity War!


Veredicto: 9,5/10

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