Deadpool [Crítica]

“Time to make the chimi-fucking-changas!”

Após o desastre da reencarnação de Deadpool em X-Men Origins: Wolverine, há muito que era aguardada uma interpretação justa da personagem. Muitos anos de batalha foram travados para existência de tal filme, batalha liderada pelo próprio Ryan Reynolds, e, por fim, a Fox acabou por dar luz verde a uma nova produção de Deadpool.

Entretanto, as gravações de teste para o filme foram divulgadas, deixando todos em êxtase. Meses depois, começou a campanha de marketing (uma das melhores já vistas), com o lançamento de trailers e materiais promocional excepcionais, que aumentaram ainda mais as grandes expectativas formadas. E, agora que o filme está cá fora, será que essas expectativas se confirmaram?

SIM! UM GRANDE SIM! Deadpool é tudo aquilo que o público queria. Estamos perante uma encarnação da personagem completamente fiel à banda desenhada. O humor de grande nível está lá (os palavrões também), assim como a violência excessiva tão característica da personagem. Vemos também, por várias vezes, Deadpool a quebrar a fourth wall, falando directamente para o espectador, tal como este sempre nos habituou. É nesta interação direta com o espectador que muitos momentos humorísticos são libertados. Mas, não se enganem. O humor do filme está presente ao longos dos 108 minutos, nas mais variadas situações.

Desde o primeiro minuto de filme, o espectador sentirá estar na presença de algo excepcional. Os créditos iniciais, assim como a sequência inicial, constituem, aliás, os melhores alguma vez feitos. E, apesar de o filme se inserir na já saturada categoria de ‘filmes de banda desenhada’, Deadpool chega-nos como uma autêntica “lufada de ar fresco”, trazendo algo de novo para o panorama cinematográfico atual.

Muito bem utilizada foi também a ligação ao mundo dos X-Men. Com a presença substancial de ColossusNegasonic Teenage Warhead fica a sensação de que este mundo de super-heróis é um só e que poderemos ver, no futuro, Deadpool em filmes de X-Men ou outros filmes da Fox/Marvel. No entanto, este dois membros de X-Men não estão aqui apenas como meros elementos de ligação. Os dois enriquecem ainda mais a narrativa presente.

Por detrás deste grande filme está Ryan Reynolds, que dá vida ao “anti-herói”. O ator é perfeito no papel. Nasceu para se tornar DeadpoolEd Skrein também desempenha um vilão bastante convincente. Morena Baccarin e T.J. Miller completam, e bem, este arco principal. O estreante Tim Miller apresenta também uma excelente realização e Paul Wernick e Rhett Reese uma excelente guião. A história do filme é bastante simples, mas a mesma funciona extraordinariamente bem pois a narrativa não se limita a apresentar aquilo que todos esperavam ver. A música escolhida/elaborada por Junkie XL auxilia a construção no mundo de Deadpool da melhor forma possível. 

A espera por Deadpool foi longa, mas a mesma foi compensada de forma fenomenal. Deadpool superou as expectativas que todos criamos à volta do mesmo, tornando-se, com toda a honra, num dos melhores filmes de banda desenhada lançados até ao momento.


Veredicto: 10/10

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