Em análise: Deadpool, em Steelbook

Agarrem nas vossas chimichangas e preparem-se! O anti-herói favorito de todos está, por fim, disponível em Blu-ray e DVD. A partir de hoje, poderão levar Deadpool para casa (literalmente) e ter prazer com ele todas as noites. Esta que foi uma das maiores surpresas de 2016, considerado até por muitos como um dos melhores filmes do ano, teve um lançamento em home video digno da sua qualidade. Para Portugal, o filme foi disponibilizado numa edição simples em Blu-ray e DVD, assim como numa edição especial em Caixa Metálica (Steelbook) Blu-ray. E será esta última edição o objeto desta análise.


APRESENTAÇÃO (5/5)

Que mais poderíamos pedir com esta edição? Para além do facto de vir numa embalagem em Steelbook (que só por si já atribui prestigio às edições), o acabamento e design da mesma é excepcional. Aqui a simplicidade ganha destaque e de uma forma muito bem conseguida. O Steelbook possui um look glossy, com relevo e baixo relevo quer na máscara do Deadpool, quer no próprio titulo do filme. No seu interior possui, como arte interna, uma imagem excepcionalmente bem escolhida, que representa, na perfeição, o tom tão característico da personagem.

deadpool_steel

IMAGEM (4.5/5)

Deadpool é apresentado em Blu-ray pela 20th Century Fox Home Entertainment, com um codec AVC 1080p, numa transferencia 2.39:1. Tendo sido filmado digitalmente com câmeras Alexa e finalizado em 4K, não se poderia esperar outra coisa que excelência na imagem. Com cores vibrantes e nítidas, todos os mais pequenos detalhes saltam à vista do espectador. De destacar ainda o elevado detalhe com que o fato de Deadpool aparece no ecrã. Se há algum aspecto negativo a apontar à imagem, este encontra-se no CGI. Existem alguns momentos em que este aparece um pouco “deslavado”. Mas, talvez, a culpa aqui esteja no baixo orçamento atribuído ao filme e não na própria transferência em si.

 

SOM (5/5)

Com uma faixa audio DTS-HD Master Audio 7.1, Deadpool ecoa e preenche toda a sala com uma espectacularidade sem precedentes. Grande destaque para a perseguição inicial do filme que foi sonorizada de forma excecional. Para além disso, ao longo de todo o filme, os diálogos, todos os sons ambiente e música estão extremamente bem balançados, nunca estando nenhum elemento sobreposto a outro. Até nas cenas mais calmas é surpreendente a forma como foi alcançada a nitidez no diálogo, ao mesmo tempo que somos rodeados pelos sons ambientes da cena e pela ocasional música.

 

MATERIAIS DE BÓNUS (4/5)

Os materiais de bónus talvez sejam o campo no qual esta edição mais perde. Apesar de estarem presentes num número razoável, fica a sensação de que determinados assuntos poderiam ser abordados de uma forma muito mais extensa do que aquilo que foram. Mas passemos a analisar cada um deles:

Cenas eliminadas (20 minutos): o tipico featurette que inclui as cenas que não fizeram parte da versão lançada nos cinemas. Aqui não há nada a destacar (percebe-se o porquê de terem sido cortadas), à exceção duas pequenas cenas. Existe uma cena alargada da sequência inicial da auto-estrada que, apesar de não adicionar nada de novo à história, nos dá mais uns momentos deliciosos da personalidade do Deadpool e que todos os fãs gostariam de ter visto na versão de cinema. Destaque ainda para uma cena pós-créditos alternativa, que não seria uma má substituta para a cena final escolhida.

– Erros de gravação (6 minutos): o nome engana pois poucos são os momentos que, de facto, constituem erros de gravação do elenco. Este pequeno featurette nada mais é que uma compilação de todas as falas improvisadas em várias cenas. Ficam mesmo a faltar os tais erros de gravação que, muito provavelmente, seriam bem mais divertidos que o que nos foi entregue (por alguma razão estes diálogos não foram utilizados na versão final do filme).

– Da banda desenhada ao ecrã… ao grande ecrã (80 minutos): este é o peso pesado destes materiais de bónus – um documentário, no qual são abordados todos os elementos de pré-produção, produção e pós-produção do filme. Apesar da sua extensão, relativamente, longa e de serem abordados tópicos, tais como o que foi preciso para o filme ser produzido, como se chegou ao elenco final, efeitos visuais, música e até a escolha do fato do Deadpool, fica a sensação de que diversos elementos apenas foram referidos de forma muito superficial e de que necessitavam de uma análise mais profunda.

Comentários aúdio: aqui nada existe a apontar. Estes constituem apenas os tipicos comentários da equipa criativa do filme (exibidos ao longo do filme), que vos darão mais alguns detalhes sobre a produção do mesmo.

– Galeria de imagens: uma complicação de diversos elementos da pré-produção de Deadpool, tais como storyboards e artes conceptuais. Um extra interessante, mas que se tornaria mais relevante, se estas informações estivessem incluídas do documentário, com comentários das pessoas envolvidas no processo criativo.

– O saco (de bolas) do Deadpool: nada mais que a compilação de todos os trailers e materiais promocionais em vídeo lançados para o filme.

– Sneak peak: não a Deadpool, nem à sequela, mas sim a X-Men: Apocalipse (nada mais que o primeiro trailer para o filme).

 


VEREDICTO FINAL (4.5/5):

Apesar de alguns pontos menos positivos que esta edição possui, a mesma é essencial na coleção de qualquer colecionador. Não só para os fãs de Deadpool, mas para todos. Só pelo filme em si, o investimento já se justificaria. Agora, aliem isso à excelente apresentação desta edição num Steelbook lindíssimo. É verdade que os materiais de bónus poderiam estar bem melhores, mas também não se encontram nos piores já alguma vez lançados.

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