Os Melhores e os Piores Momentos do Mercado Nacional em 2017

Com o final do ano a aproximar-se, e com o calendário de lançamentos para 2017, praticamente, concluído, chegou o momento de analisar tudo aquilo que se passou pelo reino da Sétima Arte no nosso lar. Exaltando o melhor e, claro, criticando o pior, faremos uma viagem por aquilo que caracterizou o nosso pequeno mercado de Home Vídeo.

Para tal, cinco principais momentos positivos e negativos serão selecionados. E como os divulgaremos? A partir de dia 19 de dezembro, publicaremos aqui e na nossa página de Facebook um momento positivo e outro negativo por dia, culminando com o derradeiro melhor e pior momentos do ano, no dia 23 de dezembro. Assim, às 11h será divulgado o momento positivo e, no final do dia, pelas 18h, publicaremos o negativo.

Mas, não queremos ficar por aqui. Durante estes cinco dias esperamos também que partilhem as vossas opiniões sobre o que acharam que correu bem este ano, assim como quais foram os principais desastres das distribuidoras.


Os Melhores Momentos

Sem grandes surpresas, o Digibook de Dunkirk arrecada o lugar de melhor momento (e melhor edição) no nosso mercado em 2017! Sem dúvida, aquela com maior sucesso juntos dos colecionadores e pelas melhores razões. Uma edição belíssima (no seu interior e exterior), com uma acabamento de excelência e dois discos Blu-ray, sendo que um possui mais de 2h de extras e todos legendados em Português (algo raro nos lançamentos atuais). Com isto, não existe um único ponto negativo a apontar à mesma, tornando-a na clara vencedora do ano.

 

Uma edição com uma apresentação exterior, aparentemente, simples mas que nos conquistou a todos. De tal forma que, nos primeiros dias de lançamento, a mesma esgotou, tornando-se, atualmente, numa raridade. Falamos, claro, do Digibook para o filme Logan. Com dois discos Blu-ray, incluindo a versão normal e Noir do filme, materiais de bónus excelentes e com um conjunto de fotos poderosas para complementarem o interior deste Digibook, assim se formou a edição que elegemos como a segunda melhor do ano. Podemos dizer até que esta é, sem dúvida, uma edição obrigatória para qualquer coleccionador nacional.

 

Foi logo nos primeiros momentos deste ano que esta edição surgiu e, nesse instante, ficou claro que teria uma presença garantida junto dos melhores. O seu conteúdo podia não ser o melhor, apenas com a presença de um único disco Blu-ray, mas a sua apresentação deixava qualquer um encantado. Com uma arte, idealmente, invulgar, fugindo de todo o material promocional padrão do filme e apoiada num forte conjunto de acabamentos de excelência, não havia como negar a imponência deste Steelbook. Uma edição reinada por uma forte componente estética, utilizava no máximo potencial das suas virtudes.

 

É verdade que este lançamento não trouxe títulos novos para o mercado. Aliás, já diversas edições da saga de o Padrinho foram entregues. E, talvez, por isso tenha passado mais despercebida… Porém, não é por esse fator que deixaremos de exaltar uma das edições mais completas deste ano. Assim, como comemoração para o seu 45° Aniversário, uma nova edição desta trilogia intemporal alcançou as lojas nacionais. Com uma apresentação digna desta celebração, assim como com diversos objetos de coleção, mostrou-se como sendo uma das melhores opções para aqueles que desejavam alargar a sua coleção referente a O Padrinho, assim como para aqueles que queriam adquirir os filmes pela primeira vez

 

Se é verdade que o lançamento nacional de Mulher-Maravilha ficou muito aquém das expectativas, com a falta crucial de um Digibook para o filme, também é verdade que não há como negar a beleza do Steelbook que recebemos. Com uma arte, excecionalmente, bem escolhida e com uma acabamento de excelência, este incompleto lançamento acabou por nos entregar umas das edições mais belas lançadas ao longo do ano. Uma beleza complementada pelo seu positivo conteúdo, com a presença dos discos Blu-ray 3D e Blu-ray. Se existe algo mais negativo a mencionar, será apenas os materiais de bónus menos conseguidos, como mencionamos na nossa análise. Apesar de tudo, se virmos esta edição como um todo, deixando-a falar por si só, não conseguimos não a incluir nesta nossa lista.


Os Piores Momentos

O caso que mais revolta gerou junto de todos os colecionadores nacionais seria, como já esperado, o natural eleito para o pior momento de 2017 no mercado português de Home Video. Sem qualquer razão de maior e, como apuramos junto das NOS Audiovisuais, Carros 3 não teve uma edição em Blu-ray lançada devido a uma decisão negativa por parte da Disney Internacional. Segundo a distribuidora, o estúdio lançou uma nota, proibindo que qualquer edição Blu-ray deste filme alcançasse o mercado nacional. Pior, retirou as opções em português de todo e qualquer disco internacional, impossibilitando que os colecionadores nacionais completassem a sua coleção da saga Carros em alta definição. Até hoje, continuamos sem uma justificação clara do que originou uma decisão tão drástica e, pior que tudo, sem uma edição Blu-ray para Carros 3. Este será sempre, sem dúvida, o momento que marcou 2017.

 

Parece estranho que distribuidoras com dezenas de anos de experiência continuem a cometer erros amadores. Mas o impossível aconteceu e a vítima foi, infelizmente, o muito aclamado La La Land. Numa atitude sem qualquer tipo de desculpa aceitável, a edição Blu-ray do filme chegou ao mercado com o seu formato de imagem errado. Por alguma razão sem sentido, a distribuidora optou por ampliar toda a imagem do filme, de modo a que esta ocupasse todo o espaço disponível no ecrã, rompendo com o formato original da película. Isto não só provocou uma perda de informação, uma vez que parte da imagem foi cortada, assim como uma diminuição da qualidade de imagem.Confrontada com esta situação, a distribuidora atribuiu, rapidamente, as culpas ao licenciador do filme, negando que tal erro tivesse ocorrido por parte deles. Porém, esta desculpa parece estranha… o licenciador, a Lionsgate, entregou cópias corretas a outros mercados e uma errada ao nosso? Independentemente do culpado, esta situação deveria ter sido corrigida, com uma nova edição, o que nunca aconteceu…

 

Será assim tão difícil aprender com os erros do passado? Quando a polémica edição Steelbook de À Procura de Dory, lançada há um ano, chegou com espaço para três discos e apenas presente um, a revolta gerou-se no panorama nacional do colecionismo. Com isto, a edição foi, completamente rejeitada e, ainda hoje, existem dezenas de exemplares espalhados pelas lojas. Assim, seria de esperar que algo semelhante não voltasse a ocorrer. Mas, aconteceu. O Steelbook de Gru 3 foi lançado no nosso mercado com espaço para dois discos e apenas um presente. Os consumidores mais banais podem considerar que este é apenas um pequeno detalhe… mas é importante quando se opta por pagar valores mais caros para ajudar o mercado nacional e, no final, recebemos edições com um aspeto inacabado. Esperemos só que este tenha sido o último erro do género, mas a experiência diz que estes tipo de lacunas repete-se vezes e vezes sem conta…

 

No nosso quarto momento negativo, volta a aparecer um lançamentos bastante familiar, que teve a peculiaridade de conseguir marcar presença na lista positiva e negativa. Esta não foi a primeira vez que uma continuidade numa coleção foi quebrada por uma distribuidora, sem razão aparente. Mas, neste caso, pela experiência de lançamentos passados semelhantes, parecia quase impossível algo deste género acontecer. Mas o dia de lançamento chegou e Mulher Maravilha viu o seu Digibook ausente das edições nacionais. Rompia-se, deste modo, a colecção de Digibooks de filmes da DC iniciada com Batman V Super-Homem e seguida por Esquadrão Suicida. Quem quis completar a mesma, teve que recorrer ao mercado internacional. Uma situação que poderia, facilmente, ter sido evitada…

 

Para começar este nosso olhar pelos pontos negativos do ano, resolvemos compilar vários lançamentos de filmes de sucesso que, sem razão, não obtiveram qualquer tipo de edição especial. Mais especificamente, Guardiões da Galáxia: Vol.2, A Bela e o Monstro, Homem-Aranha: Regresso a Casa e Baby Driver.
Grandes lançamentos e aguardados por muitos que, no final, acabaram por receber um tratamento completamente simplista por parte das suas distribuidoras. Sem qualquer tipo de edição especial a chegar ao nosso mercado, depressa todos os colecionadores não tiveram outra opção, senão o mercado internacional. Algo que se poderia, facilmente, evitar se existisse um diálogo aberto entre distribuidor e colecionador.

2 Comments Add yours

  1. Spirit diz:

    A quem é que nos podemos dirigir para dar voz a estes problemas? Devíamos todos reclamar e mostrar que há um público que eles estão a perder.

    Gostar

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