Em Análise: Missão Impossível Fallout, em Steelbook Blu-Ray (2 Discos)

Considerado por muitos como um dos melhores filmes de ação do ano, Missão Impossível: Fallout chegou, recentemente, ao nosso mercado numa belíssima edição Steelbook Blu-ray, com dois discos. O seu sucesso de vendas foi imediato e depressa muitos concordaram que esta seria uma adição obrigatória para qualquer coleção.

Agora, testaremos todas essas alegações…


Apresentação (4/5)

Esta é uma verdadeira edição metálica, que leva “a peito” o seu nome. Como? É através de um efeito metalizado aplicado a toda a edição, que este Steelbook se destaca. Com isto, a arte, que replica momentos promocionais já muito utilizados, ganha uma outra vida.  Assim, algo que, facilmente, se poderia perder entre as dezenas de Steelbook disponibilizados todos os anos, consegue conquistar o seu espaço, numa posição segura e destinta dos demais. Uma adição ótima aos restantes exemplares metálicos de Missão Impossível.

Esta poderosa dinâmica da edição é só, ligeiramente, quebrada pela falta de arte nos discos Blu-ray. Nada que já não estivéssemos à espera, uma vez que o branco é o padrão de impressão para os títulos Paramount, mas ficamos sempre a pensar como a simples adição de uma arte melhoria a edição como um todo.


Imagem (4/5)

A transferência de Missão Impossível: Fallout, depressa, tornar-se-á numa das experiências visuais mais inconsistentes entre espectadores. Uns poderão adorar e outros, apenas, “suportar”.

Numa primeira análise, o disco Blu-ray consegue reproduzir, sem grandes problemas, a visão estética do realizador Christopher McQuarrie e do Diretor de Fotografia Rob Hardy. Porém, essa mesma visão, é composta por uma paleta de cores com fraca saturação, onde intensos tons de amarelo e negro, dominam, acompanhados por uma constante presença de grão na imagem.

Este foi um efeito, intencionalmente, adicionado ao filme e que, na sua maioria, é exibido, de um modo fidedigno por este disco Blu-ray. Porém, existe ocasiões – principalmente, em cenas decorridas em ambientes com pouca luz – onde o Blu-ray mostra a sua fraqueza e perde alguns detalhes na imagem. Felizmente, registamos poucas destas falhas. Na sua maioria, a imagem de Missão Impossível: Fallout surge detalhada.  

Os verdadeiros pontos fortes desta transferência Blu-ray surgem nas três cenas de ação – o salto para Paris, a perseguição de helicóptero e a luta no penhasco. Especialmente, captadas com câmaras Imax e exibidas nesse formato, a imagem expande-se para preencher todo o ecrã disponível, dando oportunidade de demonstração à mais alta capacidade das câmaras Imax. As belíssimas paisagens naturais que rodeiam as personagens, saltam do ecrã com um realismo impressionante.

Apesar de tudo, a presença de cenas em Imax e em formato “normal” causa alguma confusão. Se a troca entre as mesmas, como ocorre em determinados momentos, sucede-se de forma gradual – por exemplo, com uma personagem a mover-se, à medida que o ecrã se expande – esta mudança integra-se, naturalmente, no filme. O problema ocorre quando existem cortes repentinos entre cenas com formatos diferentes. Pessoalmente, isto cria alguma confusão. Mas nada referente à qualidade da transferência em si… apenas uma questão de preferência. 


Som (5/5)

Se a qualidade de imagem se apresentou um pouco ambígua, a faixa Dolby Atmos entregue pela Paramount possui um poder constante . A partir do momento em que os primeiros acordes da theme song da saga Missão Impossível preenchem o espaço, sentimo-nos, completamente, transportados para este universo. Um universo dotado de um constante balanço, onde cada som ocupa a sua posição e nenhum se tenta sobrepor a outro.

Contudo, é nos grandes momentos de ação, onde uma panóplia variada de sons reina, que esta faixa atinge o seu auge. Cada movimento, queda ou até mesmo explosão sente-se por toda a sala, em adição ao complemento explosivo da banda sonora. Difícil será manter-se sentado.

Este constitui também um exemplo perfeito de demonstração, daquilo que a faixa Dolby Atmos é capaz. Em cenas como a perseguição de helicóptero, os diversos sons presentes navegam pela sala, à medida que os objetos se movem pelo ecrã, dando ao espectador um completo sentimento de imersão. Cada elemento sonoro surge na sua posição correta e sempre a num nível acertado. Estas características encontra-se não apenas nesta cena em particular, mas sim ao longo de todo o filme. Esta é uma faixa de qualidade superior consistente.

Assim, como esperado, o nosso elemento final de análise – o diálogo – surge sempre prioritário e claro, não existindo nenhuma perturbação a apontar.


Materiais de Bónus (5/5)

Nada deixa um colecionador mais feliz do que a simples inclusão das palavras “Edição de 2 Discos Blu-ray” ou “Inclui Disco Blu-ray de Extras”. Uma sensação inexplicável surge quando sabemos que, ao adquirir aquela edição, estaremos também a levar horas e horas de conteúdos de bastidores do nosso filme favorito. Quando, no final, descobrimos que esses mesmos materiais são portadores de uma ótima qualidade, como é o caso de Missão Impossível: Fallout, a nossa felicidade atinge o seu exponente máximo. Exponente esse  que, depressa, é ultrapassado quando, para além de tudo isto, encontramos ainda a presença de legendas em português. Haverá melhor sensação? 

– Por Detrás de Fallout: Bastará a menção da saga Missão Impossível para, imediatamente, associarem o uso de efeitos práticos, em oposição aos mais habituais efeitos visuais, produzidos em ambiente digital. Este conjunto de filmes de ação caracterizou-se, desde os seus primeiros passo no início dos anos 2000, pela produção de elaboradas cenas de ação, executadas em ambiente real e tendo a sua estrela, (Tom Cruise) no centro de tudo. Assim, não é de estranhar que no making of para Fallout, exista um enfoque especial neste segmento. Feito através de 7 capítulos, num total de mais de 53 minutos, onde cada uma das principais cenas de ação é decomposta. 

– Ligar os fusíveis (11:10): uma espécie de capitulo introdutório para a série de featurettes, que compõem este making of. Com extensas declarações de Tom Cruise, assim como do realizador e complementadas por outros membros do elenco, somos guiados por uma abordagem sobre como os filmes de Missão Impossível tentam sempre trazer o realismo para as suas cenas de ação. Como? Procurando sempre fazer mais e melhor a cada novo capítulo da saga.  Simultaneamente, atribuem também algum tempo de foco à importância da narrativa e das suas personagens para a criação de um produto cinematográfico, que vai muito para além do espetáculo de ação. 

– No topo do mundo (10:48): o grande “Halo” (salto) de paraquedas, sobre os ceús de Paris, recebe aqui o seu destaque. Para além dos desafios de segurança que esta acrobacia exigiu, existe ainda uma extensa exposição de toda a componente técnica e logística  necessárias para a execução da cena. Quer sejam métodos de filmagens, elaboração de guarda-roupa especial, ou até mesmo ensaios exaustivos, a tudo é dado o seu devido destaque. 

– O grande balanço: cenas eliminadas desconstruídas (03:34): Algo bastante interessantes encontramos… não o habitual, mas a inclusão da construção de uma cena de ação que, na sua maioria, foi cortada do produto final. Isso mesmo… recebemos os bastidores de algo que não está presente no filme. Porém, para além da atenção dada a esta acrobacia eliminada, são incluídas pequenas curiosidades da construção do cenário, no qual a mesma decorreu.

– Encontro em Paris (07:21): acima de tudo, é mencionada toda a logística necessária para a realização das filmagens na cidade de Paris e nos seus principais marcos históricos. Mas, sendo este um conjunto de viagens aos bastidores das principais cenas de ação de Fallout, os cineastas levam-nos ainda para uma pequena exposição sobre a perseguição de mota na cidade. 

– A queda (05:57): uma simples queda seria algo banal para qualquer filme de ação, mas não para Missão Impossível, que tenta sempre levar o realismo de cada cena ao extremo. É esse extremo que visualização aqui, através da forma como esta sequência foi projetada e todos os riscos envolvidos, uma vez que era a estrela principal (Tom Cruise) quem, de facto, executa todo o perigo do movimento, num helicóptero funcional.

– A perseguição (11:08): uma das cenas mais complexas do filme é também objeto de uma das exposições mais pertinentes. Através da revelação das diversas técnicas utilizadas para a execução da cena, incluindo a construção de novos equipamentos para as câmaras e novas técnicas de filmagens desenvolvidas. Mas não só da componente técnica vive este featurette. Aliás, encontrarão ainda uma exploração do papel de Tom Cruise na captação da mesma, tal como o seu empenho na aprendizagem em pilotar um helicóptero. 

– Confronto no penhasco (04:02): no ecrã poderá parecer uma cena de simples “luta” entre duas personagens, mas poucos imaginam que, a procura de Missão Impossível em sempre filmar o real e sem recurso ao famoso green screen, implica ultrapassar diversos obstáculos. Ao realizar a cena num ambiente de montanhas tão hostil, esses problemas são intensificados. Desde os difíceis acessos aos locais de gravação e o clima adverso sentido, cada problema merece o seu destaque…

– Montagem das cenas eliminadas (03:41): ultimamente, temos descobertos que o grande “sumo” destes habituais segmentos encontra-se nos comentários do realizador (quando presentes) e não nas cenas extras incluídas. Habitualmente, sozinhos, os momentos cortados do filme final, não adicionam nada de relevante à narrativa. Mas, ao juntá-los com os comentários do realizador, pequenas curiosidades surgem. Neste caso, para Missão Impossível: Fallout, tentaram fazer algo diferente. Sabendo que as cenas não trariam nada de novo, foram colocadas numa só montagem sequencial, onde o verdadeiro destaque vai para os comentários do realizador. Ou seja, as várias cenas vão passando, à medida que o realizador fala com o espectador. Tudo presente num só featurette e numa abordagem que gostaríamos de ver repetida noutros lançamentos. 

– Perseguição a Pé : Desconstrução Musical (04:50): a palavra é dada ao próprio compositor de Missão Impossível: Fallout, onde este explica, detalhadamente, como construiu o campo sonoro da perseguição em Londres. Em especial, vai mencionado, sequencialmente, os vários elementos sonoros – sejam eles instrumentos, efeitos sonoros ou até mesmo vozes – que foram sendo adicionados (e o seu porquê), até alcançar a faixa sonora final. É tão bom que quase nos faz desejar que este conceito seja aplicado a todos os momentos sonoros do filme… 

– A derradeira missão (02:51): uma espécie de featurette de conclusão, narrado por Tom Cruise, sobre aquilo que os filmes de Missão Impossivel são e o que procuram atingir com cada novo capítulo .

– Storyboards: conjunto de vários storyborads utilizados para a concessão de quatro cenas: Paris, What If?, Londres e Helicóptero. 

– Trailer de Cinema


Veredicto Final

Um dos últimos lançamentos do ano mas, sem dúvida, um dos melhores. Ótima apresentação metálica, com qualidades de imagem e som competentes e um disco extra cheio de materiais de bónus excecionais, tornam esta edição de Missão Impossível: Fallout uma compra obrigatória para todos os colecionadores, assim como para todos os fãs do filme, assim como de aventuras de ação.

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